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Quem te vê dançar raramente percebe a dor de seus pés

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Katharine Asher via Getty Images
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O fato é que uma pessoa que sabe viver raramente vive para o aplauso dos outros humanos.

Vive sem amarras, dançando sua dança de júbilo e dor.
Mas não é fácil ter uma alma dançante. Está mais fácil encontrar almas cansadas. Exaustas.

Há alguns dias postei em minha conta pessoal, como busco fazer sempre, uma reflexão sobre a aparência da vitória. Sim, este era o objetivo: refletir em quanto buscamos modelos de pessoas bem-sucedidas para se comparar e, muitas vezes, sofrer! Problemas de ansiedade e baixa autoestima são gerados aí também. E é sério: só pioram com o tempo e a sensação perigosa de que precisamos ser melhores, mais populares e mais qualquer coisa. Não precisamos, mesmo.

Cada um tem seu caminho, competição saudável até faz parte, mas tudo que vai além nesse sentido jamais será saudável. A internet está lotada de textos motivacionais, que dão um alívio no final da leitura, que a gente se identifica e... fica na mesma. Fica na mesma pois tem muita coisa externa que a gente não consegue mudar, e então sufocamos nossa parte interior, aquela que podemos melhorar um bom tanto com atitudes bem pensadas.

Tem também quem já tenha desistido de ser sua melhor versão. Quem sou eu para julgar, mas sou das que pensa que sempre vale a pena se esforçar mais um pouquinho. Pode estar ali, no dia a mais de perseverança, a sua vitória: na jornada, não necessariamente em um final feliz, mas em passos felizes na direção certa. É desafiador romper com a lógica ilógica do mundo e, entenda bem, ninguém tem a fórmula.


Meu texto dizia: "Quem te vê dançar raramente percebe a dor de seus pés. Não espere reconhecimento para se considerar vencedor. Comemore cada passo honesto".

Tem muita gente vitoriosa se boicotando, comparando e adoecendo por se sentir fracassada. E tem muito vitorioso fake, infeliz e demagogo vendendo autoajuda. O fracasso é relativo, temporário, e cair faz parte da jornada de perseverança. Depende também do ponto de vista! Sobre sua jornada pessoal: a vitória tem a ver com passos diários e até mesmo lutas silenciosas, no campo da mente.

Há começos que são fins e fins que são só o começo! Clichês ensinados pelos nossos avós como "não adianta plantar repolho pra colher batatas" fazem sentido. Plante sempre aquilo que deseja colher, é uma lei espiritual (elaborada por várias correntes religiosas), inclusive.

Tropeçar em direção ao seus sonhos dói menos que a inércia! Tente, levante, dance! Reconhecimento nem sempre é pré-requisito de vencedor. Depende de onde você quer chegar. E a maioria dos objetivos mais loucos não tem nada a ver com torcida, muito menos aplausos instantâneos, fugazes. Uma vida com propósito é feita de legado. E quem está de fora, vê o que você conquistou por fora, no material, segundo o que elas entendem ser prosperidade ou não. Prosperar, no entanto, é mais um dom vinculado à sabedoria que ter posses. É questão de deixar marcas além desse tempo, acima das crises globais ou interiores, então não se preocupe com tudo que desmancha no ar, e tudo que é molécula - até o ser humano - desmancha. Pensamentos e amor, ninguém nunca provou que não são de geração em geração. E eu acredito que são. Foque no que durará mais tempo.

Descubra a marca que quer deixar no mundo... passe pelo filtro do amor e vá logo atrás. Direção é mais importante que força. Então te desejo visão pra entender sua missão, ou pelo menos intenções boas e verdadeiras para tocar nosso objetivo mais precioso: o coração de quem amamos e até de quem não sabemos, ainda, amar.

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