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Cultura maker aos jovens da periferia para inovação social

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O Projeto Arrastão tem no seu DNA a proposta da cultura maker. São inúmeros programas que envolvem o jovem em atividades dinâmicas, onde a construção do conhecimento passa pela vivência e pelo compartilhamento e valorização das experiências pessoais. São muitos cursos e práticas empreendedoras em gastronomia, vestuário e acessórios, artesanatos, educomunicação, dança, teatro, artes visuais, entre outros.

Agora é a vez da tecnologia digital, games e programação de sistemas de automação e de aplicativos ganharem espaço no Projeto Arrastão. Em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, a organização implantou o programa ArraStart de empreendedorismo, tecnologia e inovação social voltado a jovens da periferia da Grande São Paulo. Os jovens em formação pelo ArraStart vão além da qualificação em inovação para o trabalho, são convidados a criar soluções inovadoras para os problemas que vivem ou identificam nas suas comunidades, bairros e na cidade. A prototipagem destas soluções, bem como a formatação do próprio negócio, passa pelo aprender fazendo e mão na massa, características da cultura maker.

Em 2015, o programa Arrastart formou 1.102 jovens que criaram 32 propostas de startups. Para este ano, a meta é atender dois mil jovens, criando outras 50 propostas de startups sociais. A ampliação deste programa, no Projeto Arrastão, será com a implantação do nosso Lab Maker, como forma de potencializar o apoio deste aprendizado a jovens e adultos. E, apoiá-los na construção de negócios de impacto social.

O movimento maker está crescendo no mundo, está dentro de salas de aulas, multinacionais, garagens de casas e laboratórios equipados com máquinas de fabricação digital, tornando a lógica do "faça você mesmo" um fenômeno tecnológico e coletivo. "É exatamente o que aconteceu com a computação, a comunicação e a web. Agora, está chegando às coisas físicas", defende o autor britânico Chris Anderson, que se tornou um dos principais defensores do movimento com o livro Makers: a Nova Revolução Industrial.

Maker ou gambiarreiro, todo jovem é, na sua essência, um grande promotor de inovação. Despertar e fomentar este potencial faz parte do olhar do Projeto Arrastão para o empoderamento dos jovens da periferia.

Daniel Assumpção, educador do Projeto Arrastão/Programa Arrastart

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