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Não há justificativa para a violência

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A base de construção do machismo em nossa sociedade tem sido forte a ponto de ser realmente difícil acabar com esse vírus que mata diversas mulheres todos os dias.

Além das tragédias que o machismo causa, ele também está presente na vida de muitas crianças que, desde o berço ao crescimento. Elas convivem em um ambiente hostil onde pode se ver diariamente as cenas de agressões contra a própria mãe - na maioria das vezes causadas pelos pais ou padrastos.

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A criança que cresce junto à violência dentro de seu lar perde sua infância; no lugar de brincadeiras, amor, carinho e atenção dos pais, muitas, infelizmente, recebem traumas de lembranças fortes e a dor da violência.

Qual a realidade de uma criança que convive com um pai agressor?! O desespero, gritos, tristeza pela mãe, os xingamentos e o sentimento de que não há nada que se possa fazer além de se esconder e esperar todo aquele pesadelo acabar ou algo pior acontecer.

"Não pode ser admitido ver mulheres sendo assassinadas só pelo fato de serem mulheres"

A visão da criança em meio ao machismo pode passar pelo medo, o ódio e o trauma e caminhar para uma perpetuação da atitude machista, uma vez que a criança cresce com a definição de que ações como essas são consideradas aceitáveis.

A única forma de desconstruir essa tragédia em nossa sociedade é através da educação. Ensinar a população a respeitar o outro, ensinar que homem jamais deve estuprar uma mulher ou oprimi-la por causa de sua vestimenta, por estar alcoolizada ou qualquer outra coisa.

Não há justificativa para a violência.

O machismo mata uma mulher todos os dias, a cada uma hora e meia. A cada 5 minutos uma mulher é agredida e a cada 4 minutos uma mulher é estuprada. 50 mil mulheres são estupradas por ano. Dessas, 4.260 mulheres morrem e 70% dessas mortes são causadas pelos companheiros e ex-companheiros que acham que têm domínio sobre mulher; e isso tudo somente aqui no Brasil. Não pode ser admitido ver mulheres sendo assassinadas só pelo fato de serem mulheres; nem crianças traumatizadas e muito menos o machismo crescendo culturalmente por todo o país.

Basta de cachinas. Respeitem as minas!

Glória Maria, estudante, moradora do Paraisópolis, participou do movimento de ocupação das escolas públicas; escreve para o Portal da Juventude de São Paulo a convite da Escola de Notícias.

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