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Fábio Bibancos Headshot

Quem vai entrar para a história no maravilhoso Palace Casino?

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Neste mês de setembro, fomos fazer a visita técnica ao Palace Hotel (casa do Sorriso do Bem 2016). Arregacei as mangas para preparar tudo. Contatamos a cena cultural da cidade, floricultores, paisagistas, decoradores, técnicos de som, iluminação, tiramos medidas do palco, salões, backstage, definimos roteiros, premiações, trilhas sonoras, atividades para os dentistas do bem... muita coisa. Não vou falar nada para não estragar a surpresa!!

Enquanto isso eu olhava para aquele hotel. E quanto mais eu olhava, mais eu queria viver aquilo. Cada lustre, cada quadro, o antigo cassino, os quartos (os banheiro do quartos!!!), os móveis, toda mobília, as esculturas pelo hall de entrada... A solicitude, delicadeza, gentileza de cada funcionário, a deliciosa piscina sulfurosa, o serviço de quarto. Eu tive a certeza de que estava em um local histórico e digno do nosso evento.

Saí do Palace e me deparei com uma cidade histórica de Minas Gerais. Cercada por morros, um friozinho gostoso que não era capaz de espantar casais de velhinhos que dançavam nas praças, em volta do coreto, um pão de queijo delicioso aqui, um bolo maravilhoso ali. Conversava com desconhecidos pelas esquinas. Mais solicitude e gentileza. E mais certeza de que estava numa cidade histórica.

Aquela cidade, aquela praça, aquele hotel e o seu cassino e aquela forma de se relacionar daquelas pessoas me fizeram perceber que ali havia uma fonte de grandes histórias guardadas. Histórias de mais de cem anos, de um Brasil que não vivemos, de Dom Pedro II, Carmen Miranda, Orlando Silva, Carlos Galhardo, Silvio Caldas, Santos Dumont, Rui Barbosa, do poeta Olavo Bilac, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, e das demais personalidades que por ali passaram no século passado. O clima do lugar fez com que eu me fizesse algumas perguntas: "o que realmente entra para a história?", "como a história deve ser contada?", "como podemos planejar para que a nossa história do futuro seja uma história vitoriosa e feliz?" e "como podemos celebrar essa história?", claro, pensando a todo momento no Sorriso do Bem.

Nessas minhas viagens pelo tempo eu me prendi entre essas personalidades do passado e o nosso evento, que será num breve futuro (Frio na barriga!!! Faltam menos de 35 dias, Fábio!!!). A escolha do local não foi à toa. A Turma do Bem tem uma história para contar. Também temos nossos personagens históricos e nossas celebridades. Cada dentista, coordenador, beneficiário e amigo da turma nos ajudou a escrever essa história. Uma história de luta, mas de alegria.

Mas porque tudo isso? Tudo isso para lembrar que ali vamos fazer valer a regra da casa. Teremos uma semana de encontros históricos, festas inesquecíveis, palestras de personalidades incríveis... mas, para nós da Turma do Bem, esse "fazer história" não está atrelado ao luxo e a riqueza. Para nós, quem faz história são as pessoas que se dedicam a mudar a vida daqueles jovens que precisam de um tratamento odontológico, que necessitam de um sorriso para mudar a vida. Para nós, fazer história é acordar todos os dias pensando que a odontologia pode mudar a vida das pessoas. Para nós, um dentista que entra para a história é aquele que duvida do determinismo e coloca um lindo sorriso em quem não tinha nem dentes, nem grandes motivos para sorrir. É essa pessoa que vamos homenagear. E essa é a regra da nossa casa. O verdadeiro luxo está nas relações interpessoais.