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Entre a imaginação e a realidade: 6 coisas marcantes sobre a China

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Cruzando os maiores transatlânticos e centenas de barcos de pesca, chegamos ao país mais populoso do mundo. Nossa imaginação nem chegava perto das coisas que íamos ver neste novo destino. Por isso, vou "confessar" para vocês o que se passava nas nossas cabeças antes da nossa jornada e o que descobrimos durante nossa aventura.

BEM-VINDOS À CHINA!

1.
Antes, o que eu imaginava: Tudo era apertado a pequeno.
Lá, a realidade: Dependendo do lugar, pode ser grandioso.

Uma cidade supermoderna! Xangai foi nossa entrada na China. Bem moderna, com prédios altos e estilosos, a cidade parece um cenário futurista. Todos os tipos de construções: antigas, novas e algumas que pareciam um espeto com bolas de sorvete. Quando começava a escurecer, iniciava também o show da cidade com as luzes dos edifícios acesas. Alguns passavam comercias dos celulares mais modernos e, então, pareciam uma TV gigante. À noite, a cidade iluminada ficava um lugar mágico. Dava para ficar horas admirando sua beleza.

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Considerado um outro país, Hong Kong é famosa pela alta densidade da população por metro quadrado. Uma visita por Mang Kok (centro de compras) é uma loucura! Lá se pode ver os eletrônicos mais modernos ou comprar lembranças para os amigos. Parece uma infinidade de ruas com lojas. No final, parece a Rua 25 de Março, em São Paulo.

2.
Antes, o que eu imaginava: Tudo sempre lotado e tudo barato.
Lá, a realidade: Tem muitos lugares onde é realmente impossível se sentir só e todos gostam negociar.

Se estiver perdido em Xangai, precisando alguma informação ou simplesmente quer dar um oi em chinês ("Ni hão"), as pessoas são muito gentis. Os lugares mais lotados são os pontos turísticos e, nesses locais, fica complicado andar sem pisar nos pés dos outros. Para comprar algo é uma aventura! Na China, TUDO (bom, ou quase tudo) pode ser negociado! Na verdade, às vezes, é impossível saber o valor real das coisas. Para começar a negociar, reduza o valor pela metade e comece de novo.

3.
Antes, o que eu imaginava: Transporte calmo e tudo certinho.
Lá, a realidade: O que você ver na rua? Hum...

Muito movimento! Em Xangai, como acontece em muitas cidades grandes, as pessoas utilizam transportes públicos como metrô e ônibus, além de carros e bicicletas. Mas aqui tem uma pequena diferença: NINGUÈM de bicicleta e moto elétrica respeitam os semáforos. Isso é errado quando todos fazem? Sério, TODOS. Quando você for atravessar a rua, tem que ter o dobro de atenção. Mesmo que a sinalização aponte que está livre a travessia, podem passar várias motos e bicicletas, prontas para te atropelar. Mas isso não vai acontecer, porque já te avisei, hein. Andei de bicicleta por lá e achei muito divertido fazer parte dessa loucura! Recomendo a todos.

Agora, em Hong Kong, não tem essa loucura de bicicleta. Lá, a preocupação é que algo mais rápido pode te atropelar. Extremamente rica, tem bastante Ferraris, Porsches e carros de luxo. Para você ter uma ideia, em 2012, o carro mais vendido era o Mercedes. Então, vocês podem imaginar.

4.
Antes, o que eu imaginava: Baratas, cachorros, escorpiões? Achei que comiam tudo e em todos os lugares!
Lá, a realidade: Comem coisas "normais". Mas, claro, se você procurar algo "diferente", acha!

A alimentação sim é diferente e varia de acordo com o lugar. Algo que aprendi foi pedir o que os locais pedem e, claro, me preparar para uma surpresa ou outra. Vamos pedir? Dependendo do lugar, ou ninguém fala inglês ou todos falam. Apontar para outros pratos e usar um tradutor no celular são técnicas que ajudam bem. Passo a passo: A bebida quente (chá) sempre vem como bebida principal. Depois, um arroz ou uma sopinha (normalmente com algas). O resto depende do que o garçom entende. Durante a nossa estadia, não vimos nada tão diferente do que poderia ser pedido no Brasil. Para mim, barata, escorpião e cachorro viraram lenda. Mas pode ser que eu não tenha procurado o suficiente. E acho melhor assim.

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5.
Antes, o que eu imaginava: Ninguém navegava por redes bloqueadas (Facebook, Instagram, Google).
Lá, a realidade: As pessoas usam sim!

Em Xangai, a internet é limitada. Estávamos curiosos para saber como íamos manter contato com família, amigos e equipe e como poderíamos postar fotos nas nossas redes sociais. Sem noção, eu pensei que não seria possível, que estaria tudo bloqueado. Mas não é bem assim. Então, como fazem os locais? Existem alguns aplicativos que desviam o seu sinal e te conectam para você ter uma conexão privada. Assim você pode navegar qualquer rede social (completamente legal). Qual é a pegada? Consome bateria de uma forma absurda. Em apenas uma hora, a bateria do celular que estava com 100% caía para 22%. Isso me leva para outro assunto: na rua, você vê muitos jovens com baterias externas carregando os celulares. Muita gente querendo estar conectando, sem ficar preso à parede/tomada. Indo para Hong Kong? Não se preocupe! Lá, está tudo liberado.

6.
Antes, o que eu imaginava: Sofreríamos mais restrições para tirar fotos e fazer vídeos (terror para uma equipe de filmagem).
Lá, a realidade: Filmagens e fotos? Normalmente, com um sorriso e uma explicação. Tranquilo.

Nos 25 dias que ficamos na China, não tivemos problema algum para filmar ou de tirar fotos. Eu pessoalmente acredito que, quando entra uma galera com câmeras, drones e equipamentos, eles devem achar que já tem todas as permissões e autorizações necessárias (como tínhamos mesmo). Não tivemos nenhum problema, em nenhum local de filmagem, e sempre foi divertido. As pessoas, sempre curiosas, querendo saber o que estávamos filmando. Entre filmagens, caminhando pelas ruas, era sempre divertido atender alguns pedidos de locais querendo tirar foto com a gente. Nas primeiras vezes, pensei "ué! sou famoso na China e nem sabia". Mas a realidade é que, depois de pesquisar, vimos que é algo típico. Como não vem muitos gringos, eles gostam de tirar selfies e depois mostrar pros amigos. Engraçado, né?

Na China, com sua população enorme, esperava ainda que tudo ficasse aberto 24 horas e, durante à noite, estaria tudo lotado. Como qualquer cidade, as pessoas trabalham durante o dia em horários normais. Andando à noite para ver a vida noturna no centro de Xangai e Hong Kong, vi que tudo ficava praticamente vazio. Pensava "cadê as 1,3 bilhão de pessoas"? Em casa, descansando como pessoas "normais". Com tudo isso dito, agora, digo a vocês: vão para China! Vale muito uma visita e, se bobear, várias outras.

E, para concluir, nada melhor que aprender que tudo que você achava que sabia sobre um lugar era totalmente diferente. Para mim, isso sim é viajar!

Abraços,

Emmanuel

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