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Cabelinhos pós quimioterapia

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Quando falamos em quimioterapia, a primeira coisa que vem na mente é: careca. A quimioterapia, que faz parte do tratamento contra o câncer, é uma medicação que pode ter como um dos efeitos colaterais a perda dos cabelos. Eu fiz quimioterapia, fiquei carequinha. O que muita gente não sabe é como é a volta desses cabelos.

Meu cabelo nasceu como uma penugem, loirinho e pra cima; era tão macio e cheio de falhas - perto da orelha demorou muito a crescer, mas não usei nenhum shampoo especial para crescer mais rápido nem raspei os primeiros fios para nascer mais forte. Trinta dias depois da última sessão de quimioterapia vermelha os cabelos começaram a crescer, mas aí vieram as brancas e nada do cabelo nascer direito. Mas assim que as brancas terminaram meu cabelo criou muita força. Toda a cabeça foi preenchida e eu sabia, que tudo estava bem!

Em muitos casos, o cabelo volta completamente diferente. Tem gente com cabelo liso que começa a ter cabelo cacheado, por exemplo. O meu nasceu doido - eu aprendi a escovar pra frente e ele se comportava, mas não cacheou. Lembro que o cabelo do Gianecchini voltou crespo. Em alguns casos ficam encaracolados para sempre, ás vezes a cor muda. O meu nasceu loirinho tipo uma calopsita mas hoje está bem escuro, e sem brancos como eu pensava que ficariam. Então, cada caso é um caso.

Assim que acabaram as minhas quimios brancas, meu medico já deixou eu pintar os cabelos. Ainda bem, porque fui parar no programa Super Bonita da GNT com Fernando Torquatto e eu topei platinar meus cabelinhos recém nascidos. Então, pode pintar. Eu curti tanto a minha loirice.

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Assim que eu tive cabelo grande o suficiente para receber uma chapinha comecei com a progressiva, sem formol. Era mais uma super hidratação, cauterização, que domava os fios, já que sou adepta a franjinha, era mais fácil de arrumar com ele liso. Meu medico, trinta dias depois da última químio disse: Vida normal! Pode pintar, alisar, depilar. Hoje eu não faço mais nada, nem pinto, nem aliso.

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