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May, Clinton e Bokova: Quem são as mulheres que vão comandar o mundo no futuro?

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Serão diversas as mudanças de nomes no cenário político mundial na segunda metade de 2016. Três casos de destaque chamam atenção e, em todos eles, as principais postulantes são mulheres. Theresa May foi confirmada Primeira Ministra do Reino Unido, Hillary Clinton deve ser a próxima presidente norte americana e Irina Bokova desponta como favorita pra ocupar a cadeira de Secretária Geral da ONU.

Irão unir-se à Angela Merkel (Alemanha), Michelle Bachelet (Chile), Park Geun-hye (República da Coréia) e diversas outras líderes mulheres que estão nos comandos de seus países, continuando um processo de alteração no cenário de protagonismo exclusivamente masculino nas Chefias de Estado e de Governo.

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Theresa May é a única confirmada dentre as citadas. Depois da confirmação do Brexit e da saída de David Cameron, May despontou como líder do Partido Conservador do Reino Unido. Ministra do Interior no antigo gabinete Cameron, May que manifestou seu apoio à permanência do Reino Unido na União Europeia, mas teve atuação tímida no referendo, será responsável por conduzir o país em sua retirada do bloco europeu e terá nesta esfera seu principal desafio.

A Primeira-Ministra já está sendo chamada de nova Margaret Thatcher e será a segunda mulher a ocupar o cargo. Apesar de ter assumido com o discurso de justiça social, May apresenta um forte discurso na questão da imigração, um dos principais temas na pauta do Brexit. Com a nomeação de Boris Johnson para Relações Exteriores, May já enfrenta duras críticas às suas primeiras ações no cargo.

Se May já foi nomeada Primeira-Ministra do Reino Unido, do outro lado do atlântico Hillary Clinton encontra um percurso repleto de obstáculos na sua disputa pela Casa Branca. Depois de perder a indicação do partido democrata em 2008 para Obama, Hillary apresentava-se como franca favorita às eleições de 2016. Encontrou em Sanders um adversário persistente dentro do partido democrata e, mesmo depois de assegurar a indicação de seu partido, terá no Republicano Trump um oponente imprevisível.

Caso Hillary consiga superar uma vida de escândalos e controvérsias e vencer seu adversário republicano, será a primeira mulher a ocupar a presidência da maior economia do mundo, e terá por responsabilidade ser a commander in chief da maior potencia militar atual.

Se as Chefes de Estado tem se tornado figura cada vez mais importante e central no cenário internacional, entre as Organizações Internacionais também podemos observar o mesmo processo. A Organização das Nações Unidas passa atualmente pela escolha de seu novo Secretário Geral com 12 candidatos, dos quais a metade são mulheres. Contudo, há claramente um clima bastante favorável entre os Estados-membros para a eleição da primeira Secretária Geral da organização depois de oito homens terem ocupado o cargo.

A Búlgara Irina Bokova desponta desde o início como a favorita para ocupar o cargo por apresentar-se com extensa experiência internacional, já que ocupa atualmente a condição de Secretária Geral da UNESCO desde 2009, e por ser do grupo da Europa Oriental (no tradicional rodízio de regiões das Nações Unidas, esta seria a região contemplada com o cargo de Secretário Geral). Entretanto, contra ela, pode pesar o possível veto norte americano na indicação do Conselho de Segurança, já que Bokova parece ter uma proximidade bastante grande com Moscou, além de ter atuado de forma significativa no ingresso da Palestina na UNESCO.

Juntam-se a Bokova, Vesna Pusic (Ministra das Relações Exteriores da Croácia), Natalia Gherman (atuou como Primeira Ministra de Moldova onde também foi Ministra de Relações Exteriores), Helen Clark (Primeira Ministra da Nova Zelândia até 2008 e atual administradora do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento), Susana Malcorra (atual Ministra das Relações Exteriores da Argentina e também já atuou como Chefe de Gabinete do Secretariado Geral da ONU) e Christiana Figueres (Secretária Executiva das Nações Unidas para a Convenção de Mudanças Climáticas).

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Enquanto isso, no mundo fictício...

Impossível não nos lembrarmos de três das mais interessantes séries políticas dos dias atuais quando falamos de mulheres exercendo o poder. O universo das séries tem percebido a onda do feminismo e nos brindou nos últimos anos com personagens bastante poderosas. Se Claire Underwood adquiriu protagonismo em House of Cards, Elizabeth McCord também o fez em Madam Secretary. E o que falar da disputa pelo trono mais cobiçado da televisão? Cersei Lannister, Daenerys Targaryen, Sansa Stark, Arya Stark, Yara Greyjoy, Ellaria Sand, Olenna Tyrell, entre diversas outras, rechearam Westeros de feminilidade e poder.

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Caso os favoritismos se confirmem, três das cinco maiores economias do mundo, além da principal Organização Internacional da contemporaneidade, serão comandadas por mulheres. Em todos os casos, por seu mérito e competência, por apresentarem trajetórias de sucesso e estarem preparadas para ocuparem os cargos para os quais foram eleitas. Que sejam julgadas e avaliadas, seja durante as eleições, seja durante o exercício dos cargos, por seu trabalho e suas ações e não pelo fato de serem mulheres.

LEIA MAIS:

- A saída do Reino Unido da União Europeia e o futuro do bloco

- O impacto do 'Plano Temer' para a política internacional

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