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'Trabalhe mais, chore menos': Esse é o desejo do governo Temer

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MICHEL TEMER
Ueslei Marcelino / Reuters
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Com a saída da Dilma Rousseff da presidência, podemos esperar tudo, até mesmo que direitos sociais e trabalhistas serão perdidos com as novas propostas do Michel Temer.

Recentemente, o Ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira, falou sobre o aumento da jornada de trabalho, o que deixou Temer indignado e pediu para o ministro voltar atrás em seu comentário. Mas será que parou por ai mesmo? Pode ter certeza que não, pois existem detalhes na pasta que envolvem aposentadoria e 13° salário que serão, sim, inclusos em breve.

Se imaginamos que toda a jornada é uma soma de horas de trabalho cumprida por diversas pessoas e que há um volume de trabalho a realizar relativamente finito, ligado aos postos de trabalho aberto, então isso permite com que mais pessoas permaneçam desempregadas, somadas às pessoas que não poderão se aposentar e serão obrigadas a trabalhar, isto torna a concorrência entre pessoas por vagas de trabalho uma forma muito simples de reduzir o valor da hora de trabalho paga a cada pessoa.

Para completar o processo, o estado quer mudar sua obrigação legal de proteger o trabalhador na contratação do trabalho, para ficar ao lado apenas do empregador, garantindo com que se possam reprimir greves e mais, que o trabalhador possa definir as condições em que empregará cada pobre coitado que trabalhará a essa jornada de exploração sem limite.

Com a oferta de trabalho existente muito maior e de pessoas sujeitas a toda e qualquer coisa, estas pessoas serão submetidas à condições de vida abjetas para conseguir trabalhar e competirão furiosamente com colegas, só para serem demitidas assim que o patrão ache conveniente, especialmente se o trabalhador passar da idade que considere legal.

Antes de concluirmos a equação acima precisamos indexar aí o 13° salário, que não é prêmio, não é "ajuda" , gentileza ou concessão e sim um retorno daquilo que foi contribuído pelo próprio trabalhador. Esta alteração de horas de trabalho resulta em dias que influenciam diretamente no seu rendimento mensal e anual. O resultado? O governo acha que seria melhor parcelar o valor de retorno, bem como diminuir as horas de almoço, àqueles que têm 1 hora passariam a ter apenas 30 minutos, por que o foco aqui é trabalhar mais.

O governo esquece da discrepância dos seus salários, das suas vantagens econômicas diante da população, sendo assim, é conveniente, sádico e prazeroso para eles jogarem para o povo a carga tributária gasta pelos políticos.

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