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Não estamos sendo muito duros com nossos atletas?

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REUTERS/Fernando Donasci
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Toda vez que um atleta brasileiro perde é a mesma história. Em instantes, a internet é tomada por lamentações e críticas às performances de nossos representantes.

Mas será que não estamos passando dos limites?

Antes de tudo, temos que ter em mente que viver de qualquer esporte que não seja futebol (masculino) é uma tarefa dificílima no Brasil. Falta de patrocínio, salários atrasados, pouco apoio do público são só alguns dos problemas que os atletas enfrentam.

Em 2013, Arthur Zanetti, medalha de ouro na Olimpíada de Londres, chegou a cogitar a possibilidade de defender outro país devido às condições precárias do seu centro de treinamento.

Recentemente, Aline Silva, uma das maiores esperanças do Brasil na Luta Olímpica, revelou que estava há meses esperando para receber um termo do Bolsa-Pódio, programa do governo que ajuda atletas de alto rendimento.

Além disso, quantas pessoas assistiram à última Copa do Mundo de Handebol? Quantas pessoas sabem os nomes dos atletas de tênis de mesa? Quantos brasileiros sabem explicar com precisão o que é um waza-ari, um afundo ou um duplo twist carpado?

Diante desse cenário, é injusto esperar que o Brasil possa competir de igual para igual com os países que ocupam as primeiras colocações no quadro de medalhas. Enquanto alguns atletas brasileiros treinam em ginásios com goteiras, o centro de treinamento de Colorado Springs, o maior centro olímpico dos Estados Unidos, recebeu, em 2015, o equivalente a R$ 147 milhões para manutenção dos equipamentos e dependências, segundo informações do G1.

E mesmo enfrentando várias dificuldades, em termos proporcionais, nossos atletas estão conseguindo resultados incríveis, superando marcas nacionais e melhorando a cada geração.

O time masculino de ginástica artística chegou pela primeira vez a uma final olímpica, figurando na sexta colocação. Ane Marcelle dos Santos, do tiro com o arco, é a primeira brasileira a ficar entre os 16 melhores do mundo na modalidade. Flávia Oliveira, do ciclismo, chegou em sétimo lugar, a melhor marca do Brasil na categoria.

Mas não são só os atletas que tiveram resultados significativos que merecem aplausos. Apesar dos poucos incentivos, apesar de saberem que as chances de ganhar medalha eram pequenas, muitos atletas brasileiros treinaram bravamente, deram o sangue para representar o Brasil.

E é dessa garra que nós deveríamos nos orgulhar.

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