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Bebê a bordo: como viajar com os filhos sem crise

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TURISTA PROFISSIONAL
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Os blogueiros Ana Catarina Portugal e Declev Reynier, criadores do Turista Profissional, contam o que muda na vida do viajante quando se adiciona uma criança na bagagem

"'Agora vocês vão ver: vão parar de viajar!', nos diziam quando 'engravidamos'. Parecia até um mau agouro... Somos conhecidos, entre nossos amigos e familiares, como um casal que viaja muito. Com a chegada da nossa filha, ouvimos de um monte de gente que só poderíamos voltar a viajar quando ela estivesse grande e que, mesmo assim, nunca mais seria a mesma coisa.

Mas, acreditem, não precisa ser assim: ela nasceu em outubro de 2014 e o ano de 2015 foi simplesmente o ano em que mais viajamos até agora. Com pouco menos de dois anos, a Ana Sofia, nossa @TuristaProfBaby, já conhece 15 países!

Percebemos que muitas coisas levavam as pessoas a achar que viajar com crianças é impossível. Muitas das que nos disseram que deixaríamos de viajar por causa dela, de fato, fizeram isso. Outros casais conhecidos deixam os filhos com familiares quando vão viajar. Para nós, isso é impensável: queremos que ela aproveite a oportunidade que temos e cresça absorvendo tudo o que o mundo tem a oferecer, como nós fazemos. Que ela conheça outras culturas e se acostume com elas, com outros povos, com outras línguas, ou seja, que conheça o mundo ao vivo, e não apenas pela tela de uma TV ou de um computador.

Pode ser que ela não se lembre conscientemente de tudo que está vivendo e vivenciando, mas temos absoluta certeza de que experiências assim, desde cedo, ajudam a formar o caráter dela e seus gostos futuros. É claro que viajar com os filhos não é tão simples como nossas viagens quando estamos sozinhos, mas, ao mesmo tempo, não é o bicho de sete cabeças que muitas pessoas imaginam. Nós procuramos mudar o mínimo possível o nosso modus operandi de quando não íamos com ela.

Mas algumas adaptações são necessárias:

- se antes podíamos nos hospedar em hostels, hoje buscamos acomodações mais confortáveis, inclusive apartamentos de temporada, apart-hotéis ou mesmo hotéis que tenham um micro-ondas ou uma geladeira;

- na hora de planejar o roteiro de um dia de passeio, buscamos fazer paradas estratégicas para comidinhas, mamadeiras, brincadeiras... enfim, para dar uma descansada que antes não precisaríamos. Observamos o ritmo dela e o respeitamos, fazendo-a participar da viagem;

- obviamente, atrações infantis passaram a fazer parte do roteiro com mais frequência;

- o tamanho da mala aumentou um pouco: temos de pensar em várias coisinhas importantes, como fraldas para toda a viagem (gostamos de levar as dela, por precaução), papinhas de reserva, um carrinho pequeno (prático, mas confortável), um canguru (aquela "mochila" de bebê, para levá-la junto ao corpo), um fraldário portátil, alguns brinquedos preferidos...

Assim, com esses preparos prévios, ela pode ir a todos os lugares que vamos: museus, parques, restaurantes... até de helicóptero já voou conosco! E se existe alguma proibição de levar crianças no passeio, ou não vamos ou fazemos um revezamento (numa montanha-russa ou num submarino, por exemplo).

Mas o que percebemos é que, quanto mais cedo a criança começa a viajar, mais fácil é - se puder ir quando bebezinho, ainda melhor. A Ana Sofia começou com três meses. Assim, ela já vai se adaptando àquele tipo de experiência e pega rapidinho o ritmo da família, trazendo menos transtornos do que muitos podem imaginar.

Filhos não são uma desculpa para não viajar: pelo contrário, são uma desculpa para viajar mais e mais, para que a criança conheça o mundo além das paredes do quarto dela logo cedo."

Este espaço integra o movimento #livreparadescobrir, lançado por OMO para estimular os pais a deixarem suas crianças brincarem mais, dentro e fora de casa, uma vez que isso é essencial para o desenvolvimento infantil.