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O governo Dilma tentou usar ao máximo seu poder, mas sucumbiu a ele

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FEDERAL SENATE BRAZIL
ANDRESSA ANHOLETE via Getty Images
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Com 61 votos a favor e 20 contra, o Senado Federal cassou o mandato de Dilma Rousseff e pôs fim a um governo erguido sobre uma fraude fiscal.

Dilma será lembrada como a presidente que montou uma farsa para se reeleger, jogou onze milhões de brasileiros no desemprego, mergulhou o País numa cruel crise econômica e, sobretudo, ameaçou a lei e a ordem ao atacar a Constituição e os Poderes da República para tentar se manter no poder.

Aliada de ditaduras perversas como Venezuela e Cuba e hostil à repúblicas constitucionalistas como o Paraguai, Dilma ambicionava para si o que apenas tiranos possuem: poder político sem freios nem limites.

Felizmente, na batalha entre a República e Dilma, o povo escolheu defender a primeira.

O governo Dilma tentou usar ao máximo seu poder, seu dinheiro, sua influência política e amigos na elite empresarial e midiática para escapar da justiça e sair impune.

Mas os milhões de brasileiros nas ruas, juntos nas maiores manifestações da história nacional, pressionaram a tal ponto o Congresso Nacional e a Suprema Corte que não ouve espaço para os conchavos de outrora protegerem o projeto de poder petista.

Com um ano de protestos vibrantes pelo impeachment, os parlamentares eleitos se viram obrigados a cumprir seu dever de punir as atrocidades do Planalto.

Nove meses de julgamento depois, o processo constitucional chega ao fim, condenando Dilma ao lixo da história.

É um recado poderoso aos governos bolivarianos pelo continente: vocês não são invencíveis, e o povo pode fazer valer a lei contra seus crimes.

Nem mesmo o Partido dos Trabalhadores, há 13 anos aumentando e aparelhando a força do Governo Federal, conseguiu conter esta força.

A Constituição Federal, a qual o PT votou contra e tentou golpear com seus projetos de Conselhos Populares e Nova Constituinte, está de pé e mais firme do que nunca.

E a punição do partido vermelho por conspirar contra a República não está apenas no impeachment: também está nas urnas, com a perspectiva de que o povo vote contra os petistas nas urnas tanto em 2016 quanto em 2018.

A ambição do PT por uma hegemonia política aos moldes venezuelanos, nutrida e arquitetada desde que Lula e Dirceu tomaram o Planalto, hoje se encontra em pedaços.

Quando foi a vez de Dilma comandar o projeto, ela e seus aliados ainda fingiam dignidade. Hoje, enquanto ela fala que ser deposta por seus crimes é um ''golpe parlamentar'', eles falam desde pegar em armas (no caso das milícias) até invadir o Brasil (no caso dos regimes bolivarianos). A mentalidade totalitária foi exposta.

O Brasil precisa ficar atento para não repetir o erro: o PSOL, partido que apoia ditaduras tanto em seu nome quanto em seu diálogo internacional, promete tentar a mesma tática de se fingir ético e solidário enquanto destrói a liberdade e a ordem republicana. Deve ser imediatamente denunciado.

Por hora, há muito o que se comemorar: as instituições e a população se mostraram determinadas a proteger o Estado de Direito que, mesmo imperfeito, foi uma grande e importante conquista das Diretas Já e do renascimento da democracia liberal no Brasil.

Dilma se vai para que o sonho de um Brasil livre e próspero possa florescer. A exemplo do impeachment, é um destino que está nas mãos dos próprios brasileiros para ser construído.

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