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A manifestação contra a paralisação da UnB e a intolerância da extrema-esquerda

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A função da universidade é propiciar um espaço onde estudantes possam tanto tornar sua visão de mundo mais abrangente quanto aprofundar seu conhecimento sobre as questões que inquietam o ser humano.

É um espaço que deve valorizar a pluralidade e a liberdade de expressão para cumprir com o seu propósito.

No dia 07 de Junho, no Instituto Central de Ciências (ICC), um passo nesta direção foi feito na Universidade de Brasília, com uma manifestação estudantil de pauta inusitada.

Organizada pelo Movimento Reação Universitária, o UnB Sem Partido e oDistrito Liberal, o ato pacífico tinha o intuito de mostrar que um grupo de universitários era contra a paralisação da UnB por greves e invasões de prédios públicos por militâncias de extrema-esquerda.

Os grupos defendiam que a universidade deveria servir aos universitários, e não a interesses político-partidários ou sindicalistas.

Enquanto os estudantes esperavam ver notas de repúdio dos coletivos de extrema-esquerda, discussões e discordâncias nas redes sociais, até por se tratar de algo inédito, os episódios ocorridos no dia foram uma demonstração truculenta de patrulha ideológica na universidade federal.

No mesmo horário e local, uma turba de extrema-esquerda apareceu com o intuito de hostilizar os manifestantes e tentar acabar com o ato através de intimidação.

As tensões aumentaram, com o grupo agressor se colocando frente a frente com o grupo manifestante, com um atrito visível.

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Não demorou para os primeiros episódios de agressão surgirem: cartazes tomados e rasgados, bandeiras vandalizadas e breves conflitos corporais se sucederam.

O incidente mais grave, contudo, ocorreu com um estudante de convicções monarquistas que participava da manifestação.

Indo até o mezanino do prédio, ele estendeu a bandeira do Império brasileiro que carregava consigo.

Foi o suficiente para um grupo de militantes esquerdistas ataca-lo, tentando arrancar a bandeira de suas mãos e se juntando para agredir o estudante.

A cena de violência é quase o ato de uma milícia fascista sem uniforme.

Não existe dúvida que a intenção da turba de extrema-esquerda não era o diálogo ou o debate. Era a repressão do que consideram uma ameaça à sua hegemonia na universidade.

O caso de agressão foi registrado em Boletim de Ocorrência, tendo o estudante registrado em vídeo que sua bandeira acabou também sendo alvo de vandalismo.

É a demonstração de uma mentalidade esquerdista autoritária e intolerante, que tem medo de perder espaço na disputa de ideias e está disposta a usar a força para dissuadir qualquer oposição.

Tal postura que deve ser denunciada e repudiada. Atos de grupos como o MRU se mostram importantes não apenas para mostrar o outro lado da moeda, mas principalmente para defender a própria liberdade dos estudantes manifestarem sua consciência e valores dentro do campus universitário.

LEIA MAIS:

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