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'Escola sem Partido': Um passo na melhoria da educação nacional

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Alex Mares-Manton via Getty Images
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O projeto Escola Sem Partido, que visa combater a doutrinação ideológica no ensino brasileiro, representa um importante passo na melhoria da educação nacional.

Tal mérito não se deve apenas à proposta legislativa em si, mas à denúncia de que nosso sistema educacional é viciado e intelectualmente falido.

Graças à internet, é impossível jogar a sujeira para debaixo do tapete: livros enviesados, professores militantes, distorções históricas e deliberada omissão de visões diferentes são divulgadas pela rede, sendo motivo de revolta entre pais e alunos no Brasil inteiro.

Uma boa ilustração do enviesamento educacional é que o jovem brasileiro com ensino básico sabe falar de Karl Marx, Vladmir Lênin e Che Guevara.

Mas pergunte a ele quem foi Edmund Burke, Ludwig von Mises e Friedrich Hayek e terá apenas um olhar confuso como resposta.

Existem respostas à teorias como a luta de classes e a mais-valia? Qual foi a análise liberal da Crise de 29? Os socialistas praticaram genocídios? Que críticas podem ser feitas ao Estado de Bem-Estar Social?

Estes conteúdos não estão em nossas escolas. Com uma saturação de socialismo e social-democracia na grade curricular, a versão da esquerda domina o ensino da política e da história nas salas de aula.

Felizmente, a internet possibilita não só possibilita a denúncia dos casos de doutrinação como também permite a disseminação das visões liberais e conservadoras pelo Brasil.

Pequenos vídeos, grandes documentários, artigos breves e enormes bibliotecas virtuais estão a um clique de distância, exigindo apenas que o internauta queira aprender sobre o assunto.

É justamente por ter driblado nossas elites intelectuais, utilizadoras de palanques acadêmicos e midiáticos para atacar a ascensão de ideias que sempre demonizaram mas nunca estudaram, que a rebelião contra o senso-comum de esquerda veio diretamente do povo.

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Enfim surgiram manifestações de desafio e a criação de grupos de estudo em oposição à agenda oficial do MEC, que é reforçada nos cursos de Pedagogia e disseminada sem pudor por professores freireanos.

É neste contexto de oposição à uma pretensão totalitária, onde ideólogos tentam sequestrar tanto a educação quanto a cultura para manipular o cidadão, que o Escola Sem Partido se insere.

Quando discutir pluralidade e combate à doutrinação causa escândalo, fica claro que existe um grupo interessado na perpetuação da mediocridade do nosso ensino.

Não existe outra conclusão a ser tomada quando, ao se depararem com críticas, os militantes travestidos de educadores começam a atacar exatamente os pontos de vista que são acusados de omitir e distorcer na sala de aula.

É um quadro grave e que tende a piorar.

Quem deseja ver os estudantes brasileiros bem formados, dominando conteúdos através do contato com diferentes opiniões sobre os assuntos abordados, tem motivo para se preocupar.

Quem manobra para impor sua ideologia nas mentes dos jovens, forçando suas ideias através de uma verdadeira lavagem cerebral, quer deixar tudo como está.

A luta por uma educação plural decidirá quão bem preparados os estudantes de hoje estarão para lidar com o Brasil de amanhã.

O resultado desta batalha terá grande peso no destino de sucessivas gerações, tendo mais importância do que a política econômica do momento ou mesmo o presidente da vez.

George Orwell acreditava que um governo que limitasse a linguagem do povo também poderia limitar sua capacidade de pensar. A limitação de nossa educação pelas mãos dos doutrinadores tem igual capacidade de limitar o futuro do Brasil.

Reverter este cenário é um desafio não apenas do Escola Sem Partido mas de todos os brasileiros que desejam ver seu País ter um debate público sobre os problemas nacionais mais rico e fundamentado.

*Este texto faz parte de um debate entre blogueiros do HuffPost Brasil sobre o polêmico projeto de lei que quer implementar a 'Escola Sem Partido' no País. Leia um contraponto ao texto de Luiz Guilherme Medeiros aqui.

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