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O 'Fora Temer' com recheio de 'Bora PT'

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MICHEL TEMER
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As manifestações petistas contra o governo Temer passaram de fracas para quase irrelevantes. A defesa de um projeto de poder criminoso e de seus corruptos líderes é o que faz o Fora Temer não ter apoio popular.

Lotados de vermelho, os protestos contra o atual presidente parecem familiares para quem acompanha as manifestações de rua dos últimos dois anos. O motivo disso é que eles são idênticos aos atos contra o processo constitucional do impeachment, chamado pela militância petista de "golpe". Os mesmos grupos, com os mesmos bordões, igualmente chefiados por Lula e companhia, bradam hoje a campanha Fora Temer.

O sentimento difuso no ar é o da vingança. O Fora Temer não é baseado numa Constituição que os petistas já mostraram desprezar, mas numa ânsia revanchista e reacionária de tentar fazer a esquerda voltar ao poder na base da bravata e do vandalismo.

O crime fiscal de Dilma e a profunda crise econômica na qual ela jogou o Brasil, condenando o brasileiro comum ao desemprego e empobrecimento, já eram suficientes para desgastar e desmoralizar o petismo. A insistência arrogante em militar pela impunidade de quem jogou o povo na miséria apenas agravou a rejeição ao partido.

Pagar a conta do petismo e ainda ter que ouvir que os contrários ao Partido são da ''elite branca que não quer ver pobre andar de avião'' é nada menos que um cuspe na cara do cidadão.

Dilma participou deste insulto coletivo junto com o PT e seus aliados. Talvez a propaganda ideológica tão ressoada em meios universitários acabou por se confundir com a realidade na cabeça deles: a esquerda não protege os pobres, mas sim protege aos próprios interesses.

Defender o petismo a todo custo, mesmo diante de uma tragédia gritante, soa como loucura para toda pessoa que não seja apaixonada pela ideologia. E é assim que militantes são vistos quando falam em pegar em armas ou ex-ministros declaram que ''eles terão seu Stalingrado''.

Aliás, se a analogia com Stalingrado é cabível, a situação petista mais parece com a nazista. Hitler, ao ver suas tropas cercadas pelos soviéticos, negou-se a reconhecer a loucura de defender a cidade contra uma força que as destruiria. Impôs aos alemães que fizessem uma resistência fanática. A catastrófica derrota que se seguiu selou o destino do ditador.

A posição dos petistas hoje segue a mesma insanidade ideológica. Quem irá cerrar fileiras com tal militância na Paulista para defender um projeto falido e os líderes corruptos dele, que hoje disparam ataques contra o Ministério Público e a Polícia Federal?

No último domingo, 18 de Setembro, a Avenida estava tão vazia que ciclistas conseguiam andar em suas bicicletas sem serem interrompidos pela turma de vermelho. O PSTU tem mais filiados do que tinha gente na rua.

Quando se luta ''pelo povo'' defendendo o governo que jogou-o na maior crise econômica da história nacional, pela ''democracia'' exigindo a derrubada repentina do vice-presidente eleito e pelo Lula alegando que ele é perseguido ''sem provas'' enquanto existem dezenas na denúncia de 140 páginas do Ministério Público, é difícil convencer o povo brasileiro que seu projeto fracassado merece algo fora uma porta na cara e um voto contrário nas eleições municipais de 2016.

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