Huffpost Brazil
BLOG

Apresenta novidades e análises em tempo real da equipe de colaboradores do HuffPost Brasil

Luiz Guilherme Medeiros Headshot

O fim do governo Dilma e o começo da reconstrução nacional

Publicado: Atualizado:
MICHEL TEMER
ASSOCIATED PRESS
Imprimir

Por 55 votos a 22, o Senado Federal decidiu pelo afastamento de Dilma Rousseff.

Após dois anos utilizando o Planalto como arma pessoal e tentando aplicar golpes nas instituições da República para deter seu impeachment, eis que chega o dia de descer a rampa presidencial.

Enquanto a propaganda petista dá seus últimos sopros de vida nos microfones do governo, o Brasil comemora a deposição constitucional da presidente mais rejeitada da Nova República.

É irônico constatar que a fraude fiscal que reelegeu Dilma foi a mesma que a derrubou.

Sem manipular ilegalmente o dinheiro dos bancos públicos em 2014, jamais teria conseguido esconder a destruição causada em seu primeiro mandato e convencido os brasileiros de suas mentiras antes das urnas.

O problema é que este foi um dos fatores que desencadeou a crise econômica mais arrasadora que o País viu nesta geração. Onze milhões de trabalhadores sem emprego, e suas famílias, dificilmente deixam de notar a relação entre a promessa dada e a punhalada nas costas que Dilma lhes deu.

As maiores manifestações de rua do Brasil não foram pro-impeachment por acidente, mas sim por merecimento. A escala da monstruosidade cometida pelo PT para se manter no poder indignou a praticamente todos fora do seu quadro de militantes.

Os primeiros passos do governo Michel Temer

A posse do presidente interino não deve marcar o fim da mobilização civil, mas sim o início do diálogo com um governo que pense mais no Brasil e menos na cartilha ideológica da esquerda.

Primeiramente, é essencial que Temer mostre boa vontade logo de início, cortando Ministérios e diminuindo um pouco o peso quantitativo da máquina federal. Como ele mesmo falou, temos de nos preparar para sacrifícios, e o próprio governo deve ser o primeiro na linha para cortar da própria carne.

Segundo, Temer deve exonerar petistas de quaisquer cargos na Esplanada e cortar o financiamento estatal aos movimentos sociais e aos sites pro-PT. O pagador de impostos bancou a contragosto por anos a militância de esquerda, e é tanto de interesse dele quanto do novo governo que os gastos públicos foquem apenas no essencial.

Terceiro, é essencial dar um sinais de tranquilidade econômica para a sociedade. Temer deve assegurar que seu governo é diferente do de Dilma, se comprometendo com um programa econômico que venha a gerar empregos, diminuir a inflação e aumentar a renda das famílias brasileiras. O caminho para isso é a liberalização: privatizações, reformas tributárias e trabalhistas, diminuição das regulações estatais, independência do Banco Central. O pequeno empreendedor é um soldado contra a crise, e a maior ajuda que o Estado pode dar para ele melhorar de vida é sair de suas costas.

Finalmente, é preciso de comunicação clara. A exemplo do que faz no presente e fez no passado, o PT mentirá de forma incessante para prejudicar seus opositores. Temer deve deixar claro que os programas sociais continuarão, garantir que a Lava-Jato preservará sua independência e mostrar que o governo dará exemplo em austeridade.

A queda de Dilma é como a derrota de Berlim na 2ª Guerra Mundial: a única conquista é o fim da destruição de uma nação.

É preciso reerguer o País que o PT devastou, e isso só pode ser feito com uma visão clara, determinação sólida e postura combativa. As reformas serão difíceis de se aplicar e comunicar, mas são inadiáveis. E os petistas que perderam a mamata tentarão se vingar atacando-as. O cidadão deve saber: se deseja um Brasil livre e próspero, deverá lutar por cada palmo dele.

LEIA MAIS:

- Em defesa de um novo Brasil

- Quem são os fascistas?

Também no HuffPost Brasil:

Close
Personagens do Impeachment
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual