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Acabaram os grandes eventos, e agora?

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O Brasil viveu nos últimos quatro anos um ciclo de grandes eventos que colocaram o país na vitrine do mundo. Realizamos a Rio + 20 (2012), a Jornada Mundial da Juventude e a Copa das Confederações (2013), a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos (2016). Como legado, tivemos a maior exposição de imagem do planeta, mais de 3 bilhões de telespectadores e uma aprovação de quase 90% daqueles que viveram de perto os grandes eventos.

O que muitos me perguntam desde que me tornei ministro do Turismo é: e agora, o que o Brasil vai fazer para continuar atraindo turistas sem o gancho desses megaeventos? Acredito que este grande ciclo foi importante para consolidar o nosso país como um destino acolhedor, que sabe receber - e bem - os turistas. Foi importante também para conseguirmos nos estruturar, melhorarmos a infraestrutura das cidades, o receptivo turístico e os nossos aeroportos.

Agora nosso desafio é transformar esse legado em número de turistas. Precisamos continuar investindo na melhoria dos equipamentos turísticos e na qualificação da mão-de-obra, a exemplo do que fizemos para esses grandes eventos. Temos, ainda, que ampliar nossa promoção, reforçando os diferenciais de nosso país. O Brasil é o número um do mundo em recursos naturais e o oitavo no quesito cultural. Precisamos mostrar ao mundo que, além de sol e praia, temos opções como ecoturismo, cidades históricas, grandes metrópoles com a mais refinada gastronomia. Mas, para isso, é preciso fazer um trabalho integrado e de inteligência. É preciso saber o que nossos potenciais turistas querem consumir.

Um exemplo claro vem da China. O país asiático é o principal emissor de turistas do mundo, mas seus habitantes não buscam sol e praia, por exemplo. Estudos mostram que os chineses viajam para destinos de natureza, então o Brasil - e seus famosos 40 graus - acabam ficando de fora do roteiro desse público. Sabemos que a distância e a conectividade aérea também são fatores que pesam nessa decisão, mas não é possível que dos mais de 100 milhões de chineses que viajam pelo mundo ao ano, apenas 55 mil venham ao Brasil. É preciso que eles nos percebam como um país diverso, que além das águas quentes e cristalinas do Nordeste e da famosa Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, temos o Pantanal, a Amazônia e o Parque Nacional de Iguaçu (PR), por exemplo. Aliás, o Brasil é muito mais do que isso e o nosso desafio é justamente mostrar essa diversidade para o mundo.

No novo ciclo do turismo queremos valorizar cada vez mais nosso país, nossas riquezas. Seja pelas belezas naturais, pela gastronomia, por sua gente hospitaleira e alegre, pelo sol, pela montanha, pela planície. O Brasil não é só um, são vários. E o mundo vai descobrir isso.

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