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Se eu fosse uma mulher...

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Michael Duva via Getty Images
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Eu decidiria ter um filho depois de minha vida profissional estar em ordem e eu teria um bom parceiro, ignoraria as declarações das pessoas "o tempo está passando, quando você terá filho (ou quando você terá um relacionamento sério?)?".

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Eu beberia quando quisesse, eu xingaria quando sentisse necessário e eu fumaria se o mau humor me golpeasse.

Eu abandonaria a ideia de independência das mulheres de gerações anteriores, sabendo que a independência é ótima para a autorrealização, mas é impossível quando se trata de construir relacionamentos e negócios - onde você deve depender dos outros.

Eu tomaria iniciativa e iria até aos homens que eu achasse atraentes, em vez de passivamente esperar por eles para descobrir o que eu sou para eles, ou esperar eles encontrarem coragem de caminhar até a mim.

Consideraria o instinto maternal como algo relacionado a um tipo de bruxaria medieval, sabendo que ter um filho é minha escolha pessoal, e não a escolha de minha cultura.

Eu trataria a frase "é assim que as mulheres são" como sinal de consciência limitada, porque as diferenças de gênero não tiram quaisquer recursos de uma pessoa.

Eu responderia a pergunta sobre quando vou casar, ter uma criança, e, em seguida, um segundo filho, dizendo que hoje as mulheres não são definidas por suas famílias. Hoje, as mulheres se definem por elas mesma.

Eu não me sentiria culpada por ir a academia, por trabalhar, ou passar tempo com os meus amigos em vez de ficar em casa 24/7 como uma boa dona de casa.

Trataria o jogo do perfeccionismo de ter os ideais de maquiagem, comportamento e roupas como um alívio temporário da norma: o que eu sinto, o que eu quero usar, fazer e dizer.

Eu diria o que sinto e penso que em vez de esperar por alguém fazê-lo telepaticamente por mim.

Assumiria a responsabilidade por mim mesma em vez de procurar culpados, à espera de um salvador, à procura de um príncipe encantado, ou à espera de "o momento certo", que nunca virá de qualquer maneira.

Eu não me permitiria identificar com o atual modelo de feminilidade, e me esforçaria para descobrir a plenitude da capa humana e transcendência de modo que o sexo não poderia determinar o meu verdadeiro eu.

Talvez eu tenha a sorte de viver o suficiente para ver o dia em que as pessoas já não julgam uns aos outros pelo sexo, cor da pele, religião ou categorias cognitivas, mas, em vez disso, compreendem que cada um de nós é exatamente o mesmo quando se trata de nossa mente.

Tal como está, ainda estamos jogando o jogo de sermos homens e mulheres. É apenas um jogo. Precisamos uns dos outros na mesma proporção.

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