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3 curtas-metragens para ver antes de dormir ou ao acordar (e que vão te inspirar)

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NAI E A LUA
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Eis a dinâmica de minha lista de filmes: risco um visto e adiciono três novos. Trata-se de uma conta que não costuma fechar - e nem ter fim. Metódica que sou, funciono assim há algum tempo. Antes de dormir, aliás, acerto a programação.

Ontem, resolvi encontrar três títulos para o fim de semana. Descobri em uma busca rápida que os três juntos não resultavam nem em 30 minutos. "Bambeia", "Naiá e a Lua" e "Caminhando com Tim Tim" contam histórias de crianças e suas relações com seus mundos: meninos que fazem piões, uma jovem índia apaixonada pela lua e um bebê e seus amigos pela calçada.

São curtas sobre encontros e experiências. E, principalmente, sobre olhar ao redor. Tratando-se de crianças, as conversas, as histórias e o fazer podem ser associados a simples processos da arte do brincar. Entretanto, os três enredos apontam para a leveza que pode existir na transposição de muros.

1. Bambeia (2004), 5 min

Dirigido por Renata Meirelles e David Reeks, o documentário conta a história de três meninos de uma comunidade ribeirinha da Amazônia que fazem piões. Nesse processo, vem à tona a relação íntima que eles têm com os conhecimentos sobre a floresta e as incríveis habilidades de lançar seus piões.

2. Naiá e a Lua (2010), 13 min

O curta é dirigido por Leandro Tadashi e conta a história da jovem índia Naiá que se apaixona pela lua ao ouvir da anciã de sua aldeia a lenda do surgimento das estrelas no céu. O desejo de Naiá lembra o poema simbolista Ismália, do mineiro Alphonsus de Guimaraens. As imagens do curta são de uma beleza singular.

Caminhando com Tim Tim (2014), 5 min

O trajeto é curto aos olhos da mãe. Já para Valentim, de um ano de quatro meses, o percurso é recheado de detalhes e paradas. Com imagens e texto de uma simplicidade encantadora, o caminho de Tim Tim registra o passar do tempo durante os afazeres do cotidiano. Ainda que criemos gestos quase que automáticos, na nossa repetição diária, o menino Valentim mostra que andar pela calçada pode ser um grande ato de transgressão, com perigos, surpresas e, sobretudo, encontros.

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