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Estudantes são chibatados no Irã por festejarem a própria formatura

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Zeid Al Hussein, alto comissário de direitos humanos da ONU. Foto ONU, Devra Berkowitz

O Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas emitiu uma nota, na terça-feira 31, condenando uma sentença coletiva de chibatadas a estudantes iranianos.

Em nota, o alto comissário Zeid Al Hussein (foto) repudiou a medida aplicada a 35 homens e mulheres jovens condenados a 99 chibatadas cada um.

Segundo a mídia local, os estudantes foram presos após participar de uma festa de formatura em Qazvin, uma cidade localizada a norte da capital iraniana, Teerã. Eles foram interrogados, julgados e condenados num espaço de apenas um dia.

O porta-voz do Alto Comissariado da ONU, Rupert Colville, disse que a situação é revoltante.

Colville afirmou tratar-se do que chamou de um "flagelo ultrajante". Segundo a mídia local, o caso dos estudantes foi levado ao Escritório do Promotor iraniano.

A lei internacional de direitos humanos proíbe chibatadas assim como a Convenção contra a Tortura das Nações Unidas.

Vários relatores da ONU e defensores de direitos humanos têm se expressado contra a prática especialmente quando usada para punir mulheres. Eles reforçaram o pedido de abolição deste tipo de castigo em todos os países.

Para o Alto Comissariado, as chibatadas são uma "medida cruel, desumana e degradante que poderia ser encarada como tortura." Além disso, as chibatadas são desproporcionais e odiosas.

A ONU disse não ter dados confiáveis sobre a prática no Irã, mas há relatos de que o castigo é usado em larga escala em casos de percepção de um delito ou infração.

Também este mês, 17 mineiros foram sentenciados ao açoite na província de Azerbaijão Ocidental no Irã por participarem de um protesto contra a demissão de 350 trabalhadores de uma mina de ouro.

Em abril, uma mulher foi agredida, da mesma forma, em público por manter relações sexuais fora do casamento.

A ONU pediu às autoridades iranianas para acabar com a prática de chibatadas de uma vez por toda.

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