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Quarteto para o Oriente Médio apresenta 10 passos a caminho da paz

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Quarteto para o Oriente Médio na ONU em 2015. Foto ONU: Eskinder Debebe

Um novo relatório sobre a resolução do conflito entre israelenses e palestinos foi divulgado neste 1º de julho, na sede da ONU em Nova York. O documento traz 10 recomendações para o alcance da paz e a criação de dois Estados, um israelense e outro palestino, vivendo lado a lado.

O Quarteto para o Oriente Médio é formado pelas Nações Unidas, União Europeia, Estados Unidos e Rússia. O grupo defende que Israel e a Autoridade Nacional Palestina têm de demonstrar compromisso político através de suas ações. Os acontecimentos atuais na região, segundo o Quarteto, não ajudam muito o plano de paz, e fazem desta opção uma realidade cada vez mais remota.

Cessar-fogo

Para o grupo, a vontade popular é clara: a maioria dos israelenses e dos palestinos já expressou seu apoio à criação dos dois Estados. Esta proposta, aliás, é endossada também pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas.

As 10 recomendações do Quarteto começam com a redução das tensões, evitando discursos inflamados e provocações. Israelenses e palestinos também devem adotar as medidas necessárias para prevenir a violência, proteger os civis e suas propriedades. Os dois lados têm de respeitar o cessar-fogo e eliminar estoques de armas.

Todos os atentados terroristas têm de ser claramente condenados, e a Autoridade Nacional Palestina tem de agir de forma resoluta para fortalecer o combate ao terrrorismo.

Mudanças positivas

Já as recomendações para Israel incluem a suspensão de uma política de expansão de assentamentos, fim da designação de terras apenas para israelenses e a promoção de medidas que levem desenvolvimento aos palestinos.

O Quarteto afirma que o governo israelense tem que fazer mudanças positivas incluindo a transferência de poder e responsabilidades para os palestinos que vivem na Área C, como prevê os acordos firmados antes.

Um outro ponto crucial é o relaxamento das restrições de movimento aos palestinos considerando as necessidades de segurança que impuseram as normas.

E é preciso mais avanços em serviços básicos como água, energia, habitação, agricultura, comunicação e recursos naturais.

A divisão atual entre as administrações da Faixa de Gaza e da Cisjordânia são outro sério empecilho a um futuro de paz. Para o Quarteto, os dois lados devem ser reunificados e comandados por um único governo legítimo e democrático, com base no Estado de direito.

E por último, o Quarteto para o Oriente Médio recomenda um clima de tolerância, mais interação e cooperação mútuas para que a paz possa ser fortalecida e o extremismo combatido.

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