Huffpost Brazil
BLOG

Apresenta novidades e análises em tempo real da equipe de colaboradores do HuffPost Brasil

Paulo Fiorilo Headshot

Mãe, uma profissão de amor

Publicado: Atualizado:
FLOWER
Trinette Reed via Getty Images
Imprimir

Mãe talvez seja, dentre as palavras pequenas, a que tem maior significado. Ela tem a capacidade de gerar emoções diferentes em cada pessoa.

Em alguns, essa palavra traz a mente uma figura forte, que foi pai e mãe ao mesmo tempo. Em outros, lembra uma pessoa frágil, já velhinha e em quem a pele mostra as marcas do que já passou na vida, apesar da docilidade nunca deixar isso transparecer.

Existem pessoas que resgatam memórias de mães que gostam de sair para dançar e outros de mães que se divertem fazendo bolinhos de chuva com formatos diferentes. Alguns lembram das mães de primeira viagem e outros das avós, que são mães duas vezes. E há também aqueles a quem a palavra mãe desperte imensas saudades.

Saudade é interessante. Fomos formados dentro de outro ser, alimentados e cuidados por ela, ou não. O que quero dizer é que temos uma ligação muito íntima com a pessoa a que, durante toda a vida, chamamos de mãe. Mesmo que seja ela, na verdade, uma tia, uma avó ou uma pessoa que disponibilizou sua vida para que você pudesse entrar nela. E se a vida nos distancia, a saudade se transforma no amor que fica.

2016-05-07-1462649809-9064731-paulo_mae2.jpg

Eu sou grato por ter minha mãe ainda viva e com muita saúde, ainda que a distância entre São Paulo e Araraquara, às vezes, potencialize sentimentos como a saudade. Afinal de contas, mãe foi treinada para apaziguar, de certa forma, nossos conflitos, não sei se por dom ou por experiência. Creio que pelas duas coisas.

Minha mãe sempre foi uma pessoa muito forte, que conduzia a nossa família. Mesmo com a presença de meu pai, era sobre ela que recaía a responsabilidade de guiar e tomar decisões importantes. A imagem dela na minha vida só reforça a capacidade feminina em administrar instituições grandes, seja um lar ou um país.

Em um dia criado para homenagear verdadeiras super-heroínas, quero lembrar daquelas que talvez tenham como poder a invisibilidade: de quem ninguém vê seus sofrimentos.

Parabéns às mães de crianças especiais e com deficiência, que têm o poder de enfrentar tantas dificuldades para dar aos filhos e filhas um tratamento digno e que aceitam o presente da vida de aprender muito mais com os pequenos do que ensiná-los.

Meus parabéns às mães adolescentes, que mesmo sem saber como fariam, decidiram usar o poder de dizer sim ao desafio da maternidade. Parabéns também às mães de adolescentes que, sozinhas na madrugada, usar o poder da fé e da esperança e agradecem sua chegada em casa, agora livres do perigo do mundo. Àquelas mães que confiam os filhos a outras para poder dar-lhes sustento.

Parabéns às mães que precisam aprender a compartilhar seu poder e ensinar sua força a filhos e filhas que sofrem qualquer tipo de preconceito. Meu sincero abraço às mães de detentos, que encaram todo e qualquer constrangimento para conseguir poucos minutos cuidando dos seus.

O fato é que ser mãe é uma profissão heroica e sem aposentadoria, é a prática do amor e do zelo, é a renúncia de desejos em prol de outro ser humano. E nada disso é fácil.

Tudo que há de simples e extraordinário na vida acontece de forma muito rápida. Ontem, eu era filho, criança, adolescente e hoje sou pai, adulto e responsável por outra vida. Por isso, enquanto é tempo, agradeça e ame aquela pessoa que faz a palavra mãe ter sentido para você.

Não perca tempo: aproveite o tempo com a família e as pessoas que têm tanto amor sem obrigação.

Feliz Dia das Mães!

Close
O amor universal entre mães e filhas
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual