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Renata Martins Headshot

Coletivo negro estreia 'Ida', espetáculo que adentra o universo feminino negro

Publicado: Atualizado:
IDA COLETIVO NEGRO
Wallace Andrade
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Espetáculo faz parte do conjunto de experimentos que o grupo propõe em seu atual projeto, e reflete sobre o universo simbólico e social que permeia a construção da identidade da mulher negra contemporânea.

O Coletivo Negro estreia seu novo experimento cênico "IDA", que nasce de uma proposta da atriz Aysha Nascimento de trazer à cena as inquietações, conquistas e perdas da mulher negra contemporânea.

Para isso, a artista chamou Flávio Rodrigues, também do Coletivo Negro, para dirigir o experimento e uma equipe de mulheres que vem marcando a cena paulistana com seus trabalhos e discursos: a cineasta Renata Martins (Empoderadas), que estreia na dramaturgia, em processo colaborativo com o Coletivo Negro; a bailarina Verônica Santos, a cenógrafa e artista gráfica Nina Vieira (Manifesto Crespo), a atriz e figurinista Débora Marçal (Cia Capulanas de Artes Negras/Preta Rainha), a atriz-MC e diretora musical Dani Nega, a fotógrafa e iluminadora Dani Meireles; as musicistas Fefê Camilo e Ana Goes, e a jornalista e atriz Maitê Freitas, que aqui assina a assistência de processo.

Em cena a atriz paulista Aysha Nascimento e a bailarina mineira Verônica Santos dão vida à Ida: mulher e jovem que a partir da construção de um projeto arquitetônico ousado, traça pontos e contrapontos com a possibilidade de reconstrução da humanidade das mulheres negras. Em sua narrativa, Ida se lembra dos momentos de invisibilidade que viveu no período em que cursou a universidade. Ao passo em que se questiona, Ida reconstrói sua identidade e religa-se às suas ancestrais.

Flávio Rodrigues, na direção do espetáculo, propõe um jogo entre dramaturgia, narrativas corporais e musicais, construindo uma cena que adentra o universo da dança teatro e do jazz, com toda a potência de corpos que revelam sua dimensão histórica e política.

A dramaturgia traz duas atrizes dividindo a mesma personagem, Ida, que tem a arquitetura como pano de fundo para refletir sobre o racismo estrutural e questionar os lugares nos quais as mulheres negras são sistematicamente e historicamente colocadas na sociedade. Ao apresentar um projeto arquitetônico contemporâneo, é questionada sobre a ausência do quarto de empregada em sua planta. Diante deste conflito, a personagem caminha numa jornada de desconstrução e evocação do legado dos movimentos negros feministas: o empoderamento.

ida coletivo negro

Aysha Nascimento lembra que o experimento nasce do desejo de compartilhar a criação com outras artistas negras as quais admira: "as artistas envolvidas são mulheres que militam e que fazem de sua arte um meio de expressão e desconstrução do machismo e racismo estruturais. Não foi fácil se deparar com tantos conflitos e com estes lugares nos quais tentam impor, a nós, mulheres negras", reflete a artista. Para subsidiar a pesquisa e construção do espetáculo, o Coletivo realizou três encontros com mulheres negras de todos os segmentos sociais, políticos e culturais, entre elas a filósofa e Secretária Adjunta dos Direitos Humanos Djamila Ribeiro, as psicólogas Maria Lucia da Silva e Clélia Prestes.

O experimento abre as portas para o público do dia 2 ao dia 12 de junho, na Casa de Teatro Maria José Carvalho | Sede da Cia do Heliópolis.

IDA
Casa de Teatro Maria José Carvalho
Rua Silva Bueno 1523 (próximo ao metrô Sacomã)
de 2 a 12 de junho.
Quinta a sábado às 21h
Domingo às 19h, entrada gratuita.
60 lugares - ingressos distribuídos 1h antes.
Entrada Gratuita

Atrizes - Criadoras: Aysha Nascimento e Verônica Santos
Dramaturgia em processo colaborativo com o Coletivo Negro: Renata Martins.
Musicistas: Ana Goes e Fefê Camilo.
Direção Geral: Flávio Rodrigues

LEIA MAIS:

- O racismo apaga, a gente reescreve: Conheça a mulher negra que fez história no cinema nacional

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    Editora: Rocco
    Páginas: 192
    Preço: R$ 26
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    Editora: Best Seller
    Páginas: 272
    Preço: R$ 42,90
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    'Não Sou uma Dessas', de Lena Dunham
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    A polivalente Lena Dunham é do tipo de escritora capaz de impressionar tanto por sua honestidade no texto, quanto pelo senso de humor frequentemente autodepreciativo. Criadora e protagonista da série Girls, da HBO, Dunham se abre nos ensaios de Não Sou uma Dessas para falar de família, namoro e trabalho – tudo do ponto de vista de uma feminista em eterna construção. O livro é dedicado à Nora Ephron, que foi amiga de Dunham, morta no ano de lançamento.

    Editora: Intrínseca
    Páginas: 288
    Preço: R$ 29,90; e-book: R$ 19,90
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    'Minha Vida de Stripper', de Diablo Cody
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    Antes de vencer o Oscar pela comédia independente Juno (2007), a roteirista Diablo Cody – pseudônimo de Brook Busey-Maurio – trabalhou como stripper durante um ano. Vinda de uma família católica, ela sempre foi bem comportada e tirou boas notas na escola e na faculdade. Nunca, sequer, repetiu de ano. No entanto, aos vinte e poucos anos, ela sente que precisa, antes de concluir a transição para a vida adulta, soltar um último grito de rebeldia. Ela abandona o emprego para tirar a roupa em palcos. A princípio tímida e insegura, Cody vai, aos poucos, se soltando cada vez mais, a ponto de conseguir coletar histórias impagáveis sobre os bastidores das casas de striptease e sobre suas próprias capacidades como pessoa. Minha Vida de StripperCandy Girl, no título original – traz um relato curioso e sincero de uma garota que decidiu se testar.

    Editora: Nova Fronteira
    Páginas: 224
    Preço: R$ 30
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    'Eu Digo Sim', de Eliza Kennedy
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    A advogada Lily, em meio a um turbilhão de conflitos de família, recebe a seguinte proposta de seu noivo: um relacionamento aberto. Isso é uma grande surpresa para ela, já que Will sempre foi certinho até demais – ao contrário dela, que transa com várias pessoas diferentes. A partir disso, a protagonista se vê entre uma série de escolhas que uma mulher em seus 30 e poucos anos deve fazer no processo de amadurecimento. Eu Digo Sim tem uma história realista que rende boas risadas. O New York Times destacou os diálogos de Eliza Kennedy como "picantes" e "modernos".

    Editora: Rocco
    Páginas: 368
    Preço: R$ 34,50; e-book R$ 22,50
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    'Meu Pescoço É um Horror', de Nora Ephron
    Divulgação
    Nesta coleção de ensaios, Ephron usa o sarcasmo, a perspicácia e a franqueza para relatar histórias pessoais e dividir com você observações sobre o envelhecimento. Focado no público feminino acima dos 50 anos, Meu Pescoço É um Horror entra em diversos aspectos da vida feminina de meia-idade: sexo, vida social, dúvidas, moda e beleza, maternidade e morte. E também não faltam, é claro, declarações do amor de Ephron à cidade Nova York, onde ela nasceu e viveu a maior parte da vida.

    Editora: Rocco
    Páginas: 132
    Preço: R$ 26,50
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    'Operação Impensável', de Vanessa Barbara
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    Editora: Intrínseca
    Páginas: 224
    Preço: R$ 39,90; e-book R$ 19,90
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    'Palavra por Palavra', de Anne Lamott
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    Anne Lamott é uma escritora que ensina sobre a escrita, seja em cursos ou por meio deste livro. No entanto, ela vai além da linguagem acessível e do didatismo para ensinar futuros escritores a construírem melhor seus textos e histórias: Lamott recorre às lembranças de sua vida pessoal para ensinar lições valiosas sobre a vida e mostrar a simbiose que há entre escrever e viver. Uma das soluções da autora para manter você atento aos ensinamentos dela é o humor corrosivo nas piadas autodepreciativas e a generosa dose de espirituosidade nas palavras e histórias. Além de oferecer uma leitura hilária e tocante, Palavra por Palavra é um dos livros sobre escrita criativa mais requisitados do mercado.

    Editora: Sextante
    Páginas: 224
    Preço: R$ 29.90
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    'Como Ser Mulher', de Caitlin Moran
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    Especialista em arrancar risadas com seu humor grosseirão e contar histórias com reflexões sofisticadas, a jornalista inglesa Caitlin Moran responde a diversas perguntas que as mulheres modernas têm: por que lhes perguntam tanto quando elas terão filhos? Qual o nome adequado para dar aos próprios seios? Os homens odeiam as mulheres para valer, no fundo, no fundo? Ninguém melhor do que uma feminista de raciocínio ágil e língua afiada para responder isso tudo. Tenha certeza de que Moran vai fazer você rir bastante e conversará com você como um velho amigo.

    Editora: Companhia das Letras
    Páginas: 240
    Preço: R$ 34,90; e-book R$ 23,90
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    'O Diário de Bridget Jones', de Helen Fielding
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    A jornalista inglesa Bridget Jones está na casa dos 30 e poucos anos e sente que precisa fazer algumas mudanças em sua vida. Ela estabelece para si as seguintes metas: arranjar um namorado – e dos bons –, parar de fumar e beber, e perder peso. Em um diário, Bridget registra os avanços e retrocessos de sua jornada, além de observações sobre familiares e colegas de trabalho – principalmente seu chefe, por quem ela está apaixonada. Tudo isso seria mais fácil se a protagonista não fosse completamente desastrada e atrapalhada. Helen Fielding se baseou em Orgulho e Preconceito (1813), clássico da literatura inglesa de Jane Austen, para escrever O Diário de Bridget Jones. A obra entrou na lista dos "15 Melhores Livros de Comédia de Todos os Tempos", do Telegraph.

    Editora: BestBolso
    Páginas: 322
    Preço: R$ 22,90
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    'Você Está Aí, Vodca? Sou Eu, Chelsea', de Chelsea Handler
    Divulgação
    A comediante Chelsea Handler arrancou risadas de milhões de pessoas nos sete anos em que comandou o talk show Chelsea Lately, no E!, mas o trabalho dela não está apenas na TV ou nos palcos de stand up. Ela já escreveu cinco livros, entre os quais está Você Está Aí, Vodca? Sou Eu, Chelsea, no qual ela relata as histórias mais absurdas que já viveu e sua relação confessional com a vodca. A autora já fingiu estar em lua-de-mel com o próprio pai para conseguir uma passagem na primeira classe de um voo, já foi presa por dirigir bêbada e, quando criança, mentiu para os colegas de escola ao lhes dizer que fora contratada para atuar em um filme hollywoodiano. Handler não economiza na honestidade e nos detalhes sórdidos para narrar, com seu estilo seco e sarcástico, os absurdos que já viveu. Atualmente, ela está em Chelsea Does, série documental da Netflix que estreou em janeiro de 2016.

    Editora: BestSeller
    Páginas: 288
    Preço: R$ 33,90