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Senta, que lá vem a sua própria história

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Além das histórias que ouvimos, há aquelas que contamos a nós mesmos. São as narrativas: tão necessárias quanto perigosas. Necessárias, porque muitas vezes lidar com as dificuldades da vida é complicado demais. E, dependendo da situação, a coisa fica difícil de encarar. Nessa hora, contamos histórias para nós mesmos. Então, uma demissão vira uma nova oportunidade de vida. Uma separação amorosa se torna a chance de encontrar alguém que realmente nos ama ou mesmo uma mudança de governo nos engaja a combater o mal como nunca antes. Tem vezes que até funciona.

O ruim é quando inventamos histórias de tal forma e em tal nível que acabamos por nos distanciar demais da realidade.

Desespero e histeria são motores comuns de histórias como essas. O costume cresce à medida que a desinformação e o tempo livre aumentam.

Isso me incomoda demais, porque, além de ser chato pra caramba perceber que alguém não consegue lidar com seus próprios problemas de uma forma razoável (ainda mais quando é uma pessoa próxima, como um amigo ou familiar), é meio desesperador ver a pessoa tomando o caminho errado em busca de uma solução. À medida que a gente se distancia da realidade, a chance de superar nossos desafios diminui consideravelmente. E não adianta fazer post de mídias sociais: o problema continuará lá.

Para evitar fugir da realidade e se distanciar da solução dos próprios problemas, é bom se informar, tentar manter a calma e buscar as reais origens dos desconfortos. Muitas vezes, ideias pré-concebidas, mídia, formadores de opinião e senso comum são fontes perigosas nas quais costumamos nos basear. Ouça menos discursos e busque se entender melhor. Há muita gente que, por diversas razões, está acostumada a fazer discursos que te põem pra baixo e te afastam da realidade. Desconfie. Se você comprar esse tipo de história, a chance de comprometer as histórias que você contará a si mesmo são grandes.

LEIA MAIS:

- Qual o tamanho do seu problema?

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