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Aventura Amizônica

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Eu gostaria de começar a contar sobre as minhas viagens no Brasil através dos meus posts. Vocês estariam interessados em ouvir o que um gringo tem a falar sobre suas viagens por esse país incrível? Se a resposta for sim, então continue lendo.

Fascinado pela natureza e seguidor de pessoas como David Attenborough desde que aprendi a andar (os colegas de escola me chamava de 'nature boy'), a Amazônia sempre esteve no alto da minha lista de lugares a conhecer. Mas é um lugar difícil de chegar, não importa o lugar do mundo em que você esteja, até mesmo no Brasil. esta viagem nos daria apenas um gostinho dessa imensa região, por isso decidimos ir direito ao centro: Manaus, capital do estado do Amazonas.

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Ficamos hospedados a 20 minutos de carro do centro, em um enorme hotel colonial à margem do Rio negro chamado Tropical Hotel. Como se tratava de uma viagem curta, decidimos fazer pequenas viagens de um dia. A primeira envolveu um trajeto de barco subindo o Rio negro, para visitarmos uma aldeia indígena que fica a cerca de 30 km de Manaus.

Na verdade, a aldeia abriga famílias de diferentes tribos que vivem em uma realidade dividida entre a cultura indígena tradicional e o Brasil moderno. A aldeia é real, mas o modo de vida não é como se apresenta. São índios modernos, todas as crianças pegam barcos para a escola onde aprendem português, e muitos aspectos da vida tradicional deles estão perdidos. Estando tão perto de uma cidade como Manaus, é algo inevitável. Ainda assim, é lindo ver que eles conseguem manter algumas tradições vivas. Todos são muito receptivos e eu amei conhecê-los.

Saindo da aldeia, nosso barco nos levou para o outro lado do rio, onde nadamos com os lendários botos-cor-de-rosa. Ainda que totalmente selvagens, eles são acostumados com os guias que os alimentam com a mão, em um local onde os turistas podem se aproximar e brincar com esses animais incríveis. Eles nadam debaixo de seus pés e dão saltos para agarrar alguns peixes das mãos dos guias, que conhecem a maioria dos animais individualmente. É uma experiência imperdível.

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A última parada do barco nos apresentou o encontro das Águas, onde o Rio Amazonas oficialmente começa. Achei a mudança de temperatura entre as águas (Rio negro é bem quente e o Rio Solimões, mais frio) fascinante.

Além disso, demos uma curta caminhada por uma reserva natural e almoçamos em um restaurante. Preciso dizer, aliás: a comida da região é única. Se você gosta de peixe, a Amazônia é o paraíso. Eu experimentei literalmente um tipo diferente de peixe por dia, e cada um com um preparo especial. As frutas e vegetais locais - exóticos e numerosos demais para listar - também são deliciosos, sem contar as mais variadas formas de se preparar uma tapioca.

Outra viagem de um dia foi à cidade de Presidente Figueiredo, a cerca de 100 km de Manaus. Lá existem centenas de cachoeiras no meio da floresta - tivemos tempo de visitar três. Se você for à Amazônia e estiver com dificuldade para lidar com o calor e a umidade, é o lugar certo, pois as águas são frias como o gelo. Um mergulho em qualquer uma das cachoeiras dá uma sensação revigorante.

Não tive muito tempo para explorar Manaus em detalhe, mas caminhei pelo Mercado Municipal e visitei seu mundialmente famoso teatro, com seu design estonteante. Quatro dias não é tempo suficiente para conhecer Manaus, nem se fale na Amazônia como um todo. O que eu tive foi um aperitivo que deixou sabor de quero mais. Quero aprender mais sobre essa incrível floresta, seus animais e o grande corpo d'água que a corta. É possível ficar em hotéis remotos no meio da floresta com toda a infraestrutura necessária para se isolar do mundo com todo o conforto, o que parece perfeito. Descobri que a Floresta Amazônica engloba vários estados, então terei de pensar onde será minha próxima parada. Dito isso, também tenho mais a aprender sobre Manaus.

Um ponto alto da viagem para mim foi caminhar até a praia da Ponte do Rio negro no final das tardes, nadar em suas águas quentes e observar o por do sol e os trovões mais intensos que eu já vi e ouvi. Se você tem alguma dica de viagem para mim, entre em contato pelas redes sociais, como YouTube, Instagram, ou Twitter.

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