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Boa sorte, Rio!

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RIO 2016
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Hoje, muitos de nós estaremos diante da TV para assistir ao início do maior espetáculo esportivo do mundo.

O Rio de Janeiro recebe os XXXI Jogos Olímpicos e Paralímpicos, os primeiros na América do Sul, e estou seguro de que a cidade fará um trabalho fantástico.

Há quatro anos, era Londres, minha cidade, que enfrentava este enorme desafio, diante dos temores e das críticas de que tudo daria errado. Mas não foi assim. Da espetacular cerimônia de abertura dirigida por Danny Boyle - como esquecer o encontro da rainha Elizabeth 2ª com James Bond (Daniel Craig), e o pára-quedista que aterrissou no meio do Estádio Olímpico - a feitos esportivos como os do velocista jamaicano Usain Bolt, que ganhou três medalhas de ouro, do nadador americano Michael Phelps, com seis ouros, ou a façanha dos atletas britânicos, que tiveram o melhor resultado da história do país na competição. Os Jogos de Londres foram um sucesso.

Conhecedores da dificuldade envolvida na organização de um evento como uma Olimpíada, Londres e Rio fizeram a colaboração mais estreita entre duas sedes olímpicas.

O trabalho conjunto começou em 2009 e, nestes sete anos, foram realizadas mais de 160 missões políticas, comerciais e esportivas entre os dois países, além de projetos bilaterais de segurança, gestão de água e resíduos, controle antidoping, acessibilidade e outros.

Além disso, mais de cem especialistas britânicos assessoraram o comitê organizador brasileiro.

Conhecedores da dificuldade envolvida na organização de um evento como uma Olimpíada, Londres e Rio fizeram a colaboração mais estreita entre duas sedes olímpicas.

Mas organizar uma Olimpíada não é só um trabalho duro que exige investimentos multimilionários e coordenação política. Celebrar os jogos significa ter a oportunidade de mostrar o melhor de seu país, transmitir valores e viver momentos realmente especiais.

Lembro da expressão das minhas filhas - a menor de apenas quatro anos estava nos meus ombros - ao ver a passagem da tocha olímpica em nosso bairro, na região oeste de Londres, da emoção que senti no Estádio Olímpico ao ver as lágrimas da britânica Jess Ennis-Hill depois de vencer o heptatlo, do orgulho de ver lugares familiares de minha cidade, como o Hyde Park ou Greeenwich, convertidos em instalações olímpicas abarrotadas de espectadores e atletas do mundo inteiro.

Organizar uma Olimpíada não é só um trabalho duro que exige investimentos multimilionários e coordenação política. Celebrar os jogos significa ter a oportunidade de mostrar o melhor de seu país, transmitir valores e viver momentos realmente especiais.

Barcelona já nos havia mostrado como os Jogos podem transformar uma cidade.

Agora nós também desfrutamos do legado olímpico. O Reino Unido recebeu 3,5 milhões de visitantes extra desde então, com um gasto adicional de 2,5 bilhões de euros; mais de 70 000 desempregados londrinos conseguiram emprego; a região leste da capital foi revitalizada, convertendo-se em um bairro vibrante de atrações; a Vila Olímpica hoje acolhe mais de 6 000 pessoas, e a impressionante torre ArcelorMittal Orbit, perto do Estádio Olímpico, oferece aos visitantes não só vistas magníficas da cidade como a possibilidade de descer a toda velocidade por um tubo de 178 metros de altura.

As previsões para 2020 são ainda melhores: o impacto econômico deverá ficar entre 33 bilhões e 48 bilhões de euros, e a criação de empregos, entre 618 000 e 893 000. Tudo em troca de um investimento de 11 bilhões de euros.

O Rio tem diante si um grande desafio. Desejo de todo o coração que seus Jogos sejam bem-sucedidos e, embora não tenha a sorte de ver o espetáculo ao vivo, serei mais um torcedor do Team GB na briga pelas medalhas, com rivais como nossos amigos da Espanha e do Brasil.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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