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Sorriso que segue

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A expectativa de vida da população vem aumentando como todos nós sabemos, mas hoje as pessoas não pensam só em ampliar o tempo de vida e sim em vivê-la plenamente.

O idoso busca mais e mais viver intensamente, com criatividade, dignidade, entusiasmo, sabedoria, leveza e principalmente sem restrições. Quer viajar, degustar, movimentar, namorar, produzir, socializar, dançar, cantar... Tudo... E porque não?

Para isso o corpo precisa acompanhar: atividade física, claro, sono de qualidade, sim, check-ups frequentes e alimentação saudável. Você é o que você come, não é isso? Mas como você come? Aí é que está... O aparelho mastigatório e a falta de saúde bucal, muitas vezes, frustram os planos das nossas vovós e vovôs sarados.

Não combina com o projeto de vida abundante uma mastigação ineficiente que não favoreça a ingestão dos nutrientes, dificuldade na fala em razão de prótese instável, halitose, estética do sorriso comprometida, dor na boca, face, cabeça, lesões na mucosa, insegurança com a implantação dos dentes ou restaurações e assim vai, a lista é longa. Também não combina tomar medicamentos pra controle da pressão arterial ou diabetes sem cuidar da gengiva, já que há fortes evidências de associação dessas patologias à doença periodontal.

Algumas condições comprometem os cuidados com a saúde bucal nessa etapa da vida: maior número de restaurações, dificuldade motora para higienização da boca, diminuição da saliva, que é uma valiosa proteção, consumo crescente de medicamentos, escolha frequente por alimentos mais fáceis de mastigar, que são normalmente mais cariogênicos, e principalmente a resignação cultural com relação aos desconfortos na cavidade oral.

Estudos recentes apontam uma melhoria na condição odontológica dos longevos no mundo, mas ainda precisamos avançar muito, especialmente no Brasil. Alguns números para clarear: HAIKAL pesquisou idosos institucionalizados no Brasil e encontrou 56,9% deles com total ausência dos dentes naturais, contra 34,6% nos EUA-ETTINGER e 12% de edêntulos na Dinamarca- HEEGARD. Ainda HAIKAL concluiu, no seu estudo brasileiro, que 75% dos indivíduos examinados tinham problemas bucais que comprometiam sua saúde geral e qualidade de vida. Entretanto 66,67% deste grupo não percebiam necessidade alguma de se submeterem a algum procedimento odontológico.

Esse conceito precisa mudar. O Brasil tem hoje a odontologia mais respeitada do mundo. As técnicas evoluíram, o tempo dos procedimentos diminuiu, os pacientes sentem menos dor nas consultas. É preciso incluir no plano de atenção integral ao idoso acompanhamento odontológico cuidadoso, eficaz. Lembre-se de que a sua boca só está bem quando você não nota que ela existe.

Não desista, é possível conquistar esse conforto, mas para isso é indispensável que a saúde bucal se torne uma prioridade na sua vida. Você vai comemorar muito essa conquista.

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