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Como a culpa pode afetar a sua sexualidade

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Texto escrito por Aline Costta, colunista do Superela.

Nós precisamos falar sobre sexo. Porque, provavelmente, você que está lendo este texto não fala sobre sexo com sua mãe, com seu namorado (a), ou com suas amigas. E se falar, fala de forma muito superficial. E, muito provavelmente, você também nunca tenha tido coragem de contar para ninguém suas dificuldades de ordem sexual, como fingir orgasmo, só conseguir transar de luz apagada, não conseguir falar sobre as suas preferências, seus medos e etc.

Muitas mulheres se privam de uma vida sexualmente saudável porque não conseguem falar sobre o assunto, por medo, por vergonha, ou por achar que está tudo bem em ser como é, mesmo estando infeliz (leia mais aqui). Então, esse é o momento para você refletir sobre o assunto.

As queixas mais comuns nos consultórios relacionadas às questões sexuais são:

  • Insatisfação na relação conjugal;
  • Dificuldade sexual dentro do casamento - a ponto de ser impossível imaginar uma relação conjugal satisfatória;
  • Dificuldades sexuais independente de uma relação afetiva estável, como:
  1. Ejaculação precoce,
  2. Medo fóbico dos homens (em mulheres solteiras).

É possível que a natureza do problema seja a mesma: psicológica!

Algumas considerações interessantes para que você reflita sobre a sexualidade feminina:

  • Antigamente, era esperado que a mulher não tivesse nenhum interesse sexual;
  • A figura do homem era a de autoridade e a da mulher de submissão;
  • O homem tinha total liberdade e a mulher não;
  • Geralmente os homens satisfaziam suas "taras" com prostitutas e a fidelidade conjugal da mulher era obrigatória.

Não podemos negar, que os métodos contraceptivos favoreceram a emancipação feminina e trouxe mais liberdade sexual para as mulheres. No entanto, para algumas delas, lidar com a sua própria sexualidade ainda continua sendo um tabu, pois:

  • As mulheres continuam sentindo fortes sentimentos de culpa ligados á sexualidade. (Como se fosse errado ser um ser sexuado).
  • Devido a culpa, repressão, e vergonha - Não falam sobre o assunto.
  • Muitas mulheres acreditam ter algum problema, por acharem que o orgasmo vaginal é a única forma digna e amadurecida de descarga, quando o orgasmo obtido pela estimulação do clitóris pode trazer a mesma satisfação.

Muitas mulheres enfrentam problemas em relação a sua sexualidade, devido a um processo de repressão da sexualidade que começou ainda na infância/adolescência. 

Durante a infância, as crianças começam a descobrir o seu corpo e a fazerem perguntas. Se você já for mãe/pai, com certeza se recordará de ter chamado a atenção do filho(a) para tirar a mão "de lá". As repressões começam na infância, onde a maioria das pessoas são ensinadas que não se pode falar sobre sexo, ou que é feio. Existe uma repressão introjetada da sexualidade de forma que todas as suas práticas são consideradas como um crime passível de punição.

Portanto, se uma mulher passou toda infância e adolescência sendo reprimida pela família, sociedade e religião, ela pode apresentar casos de frigidez na vida adulta. (Obviamente isso não é regra ok?).

Para saber se a sua sexualidade tem sido prejudicada pela culpa ou vergonha, você precisa refletir sobre ela. Por isso, quero compartilhar com vocês seis dicas de como ter uma vida sexualmente saudável e satisfatória. Lembre-se que é uma jornada para a vida toda, mas aproveite o momento para refletir sobre a própria sexualidade, começando por:

  1. Fale sobre o assunto. Não ignore as coisas que você não entende ou as coisas que você assustam você;
  2. Reflita sobre sua vida sexual. Você esta satisfeita? Se não, por quê? Caso você não consiga nomear seus sentimentos e medos, procure alguém que a ajude a nomeá-los e resolvê-los;
  3. Não dê um assunto por encerrado sem antes esgotar todas as suas possibilidades. Talvez você precise apenas de uma reposição hormonal, conhecer o seu corpo e suas preferências, lidar com a vergonha da própria sexualidade ou apenas trocar de parceiro mesmo;
  4. Se conheça. Talvez a insatisfação pessoal esteja ligada a questões psicológicas. Às vezes, você pode estar ingerindo algum remédio que diminui a libido... Existem muitas possibilidades. Cabe a você se comprometer com o seu corpo, e entender como ele funciona;
  5. Deixem no passado as experiências ruins. Nem todas as mulheres possuem um histórico de companheiros compreensivos, gentis e cavalheiros. O que você precisa ter em mente é que a culpa nem sempre foi sua, e que nem todos os homens são iguais. Deixe o passado no passado e bola pra frente;
  6. Dê uma chance a você. Se você deseja continuar reprimindo e negando a sua sexualidade, você tem esse direito, o corpo é seu! Só seu. Mas não faça essa escolha sem antes entender todos os seus motivos, refletir sobre eles, tentar mais algumas vezes, pedir a opinião de um profissional e, só então, decidir que rumo dar a sua sexualidade.

Boa sorte pra você, e rumo a caminhada para ser a mulher dos seus sonhos.

Texto publicado originalmente no Superela.

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