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Perigo: Os hackers estão à solta

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HACKERS
fStop Images - Patrick Strattner via Getty Images
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Vivemos um momento tecnológico maravilhoso, cheio de possibilidades que facilitam muito a nossa vida. A internet, sem dúvida alguma, tem sido um acontecimento que mudou radicalmente nossa maneira de se comunicar. Diante dessas facilidades vieram também os problemas da falta de privacidade e a insegurança de se utilizar o meio como forma de agilizar transações financeiras e comerciais.

Os hackers, que acumularam conhecimento do funcionamento do sistema binário do computador e conseqüentemente da internet, estão cada vez mais ousados e acabam utilizando esta gama de conhecimento para invadir sites, programas e até mesmo decifrando códigos de bancos e clientes para saquear contas bancárias.

Recentemente muitas empresas brasileiras sofreram a ação criminosa dos hackers, que alteraram o conteúdo dos sites, tiraram outros da web e também, numa ação ousada, invadiram páginas dos governos estadual e federal.

Três estados brasileiros puderam ver de perto a ação indiscriminada dos hackers: a Secretaria de Saúde da Paraíba, Secretaria da Fazenda de Tocantins, a Procuradoria Regional do Trabalho do Paraná e também a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná.

Em Junho de 2007 a polícia paranaense prendeu uma quadrilha de hackers que agia na cidade de Apucarana, norte do Paraná. Depois de seis meses de investigação, o Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), da Polícia Civil, comandou a Operação denominada Anti Spam, para poder prender a quadrilha que agia na região norte do Paraná.

A quadrilha de hackers é acusada de desviar mais de R$ 5 milhões de contas correntes de várias agências bancárias. O golpe iniciava quando um dos membros da quadrilha ia até a agência bancária, conseguia fazer um empréstimo e o dinheiro era depositado em uma conta bancária de outro membro da quadrilha, que posteriormente permitia que os hackers sacassem o dinheiro através do sistema bancário online.

O líder da quadrilha foi condenado a 10 anos e 5 meses de prisão em regime fechado. Os outros integrantes da quadrilha foram absolvidos por não haver provas contundentes da participação deles no golpe. São 35 pessoas que emprestavam suas contas bancárias para que os hackers sacassem o dinheiro desviado de correntistas. A polícia ainda continua investigando o caso no mais completo sigilo.

Em agosto de 2007 a Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre iniciou uma operação de investigação e captura de hackers que agiam há mais de dois anos lesando instituições financeiras e clientes de agências bancárias, que através da internet aplicou golpes, desviando pela internet mais de R$ 10 milhões de contas bancárias. A força tarefa promovida pelo Ministério Público em parceria com a polícia civil foi batizada de Operação Nerd II e atuou no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Somente na região sul foram presas cerca de 30 pessoas envolvidas em ações fraudulentas pela internet.

Muitas empresas mantêm um sistema de segurança para evitar este tipo de ação, mas os hackers profissionais burlam sistemas, por mais avançados que sejam e acabam conseguindo entrar nas páginas ocasionando sérios problemas. Os investimentos na área de proteção contra estas invasões ainda são caros e se mostraram ineficientes.

O governo estuda medidas para combater a ação dos hackers do mal e novos mecanismos de leis serão implantados para punir crimes e contravenções da era cibernética. Hoje, dependendo dos casos, as penas variam de um a dez anos de prisão.

Os órgãos governamentais que se sentiram ofendidos com a invasão não conseguem levar adiante um processo de investigação para punir os culpados, por esbarrar na burocracia dos departamentos públicos.

Recentemente a conta na rede social Twitter do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) foi alvo de ataque de um grupo de hackers supostamente ligados ao Estado Islâmico (EI). O comando é o responsável pela supervisão das operações aéreas lideradas pelos EUA contra o grupo no Iraque e na Síria. Hackers também invadiram celulares de personalidades do show business que tiveram suas intimidades expostas na internet.

Muitos grupos de hackers utilizam a invasão dos sites de empresas para provar que o atual sistema de proteção é frágil e que eles podem ter a solução para um sistema de proteção mais completo e eficiente. Os grupos denominados: Anti Security Hackers, Jabá com Girimum Hacking Club e Hackers Family adotaram a invasão como uma forma de vender seus serviços e produtos de forma mais agressiva e direta.

As páginas invadidas são acompanhadas de um texto explicativo que revela a falta de segurança e também há um e-mail caso o detentor da página queira alguma explicação ou a contratação dos serviços daquele grupo.

Quando se fala em Hacker, é importante salientar que nem todos utilizam seus conhecimentos para agir contra o sistema financeiro de uma sociedade. Os hackers do bem tem a função de trazer desenvolvimento para os recursos tecnológicos contemporâneos em constante desenvolvimento.

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